A VOZ DO PASTOR

Quinta, 07 Abril 2016 11:42

ÚLTIMO INIMIGO

A celebração da Páscoa cristã que se estende por cinquenta dias, incluindo Pentecostes, repõe o sentido da esperança para o presente e o futuro da humanidade. A ressurreição de Jesus e a nossa foram desenvolvidas por Paulo, na Primeira Carta aos Coríntios, no capítulo 15. Trata-se do mais antigo escrito sobre esta temática, elaborado na primavera do ano 56. Vamos comentá-lo.

Sábado, 26 Março 2016 19:37

TRANSBORDAMENTO DE ALEGRIA

A alegria caracteriza o tempo pascal, desde as Escrituras. Nada tem de comedida e reservada. Sendo restrita aos apóstolos e discípulos, às pessoas previamente escolhidas por Deus, mesmo assim, não podia ser escondida ou ocultada, ainda que fosse na discrição da intimidade. Tratava-se da notícia objetiva, boa e alegre, a ser comunicada: o Crucificado vive.

Sábado, 19 Março 2016 02:43

TRIBUNAL DA MISERICÓRDIA

Iniciamos a semana santa com o domingo de Ramos e da Paixão. Neste ano de 2016, a leitura do Evangelho é segundo São Lucas.  Será, mais uma vez, anunciado que o coração misericordioso de Jesus supera a justiça, realizando-a, plenamente, pelo perdão.

A justiça que excede, ou a plena justiça, é a misericórdia que perdoa e premia o ladrão que crê: “Eu te digo, hoje, estarás comigo no Paraíso” (Lc 23, 43). Diz muito de nós, necessitados de misericórdia e de perdão e de reconciliação.

O evangelista nos faz contemplar a cena derradeira na cruz como tribunal. O Justo e Inocente é acusado e sentenciado à morte mais cruel e mais humilhante e mais infame. Injustamente.

Quem O inocenta é um ladrão. Ele é verdadeiro: reconhece sua culpa e a de seu companheiro e defende a inocência de Jesus: “Quanto a nós, é de justiça: estamos pagando por nossos atos; mas ele não fez nenhum mal” (v. 41). É o único a representar um juiz isento, inocentando o Justo.  Assim, aponta o erro e a malicia de todo o processo. O paradoxo chega a ser burlesco.

Acertadamente, Rui Barbosa, nosso célebre jurista, afirmou que Jesus passou por três tribunais e em nenhum teve um juiz. De fato, Jesus só conheceu acusadores e as falsas testemunhas.

 Outro paradoxo:  o ladrão é por Jesus, perdoado. Perdoado, não porque fosse bom, mas porque acreditou e desejou na fé o que suplicou: “Jesus, lembra-te de mim, quando vieres com teu reino” (v. 42).  O perdão realça a culpa. Não inocenta.  Porém, o perdão expressa o poder divino de Jesus, em surpreendente ato de amor: “Hoje estarás comigo ” (v. 43).

Um pagão, centurião romano, reconheceu: “Realmente, este homem era um justo!” (v. 47). Mas o diz após a morte, tarde demais, pensamos. Porém, antes tarde do que nunca. Na verdade, nunca é tarde para ser agraciado com o perdão: é o que nos diz o “bom” ladrão.

O evangelista da misericórdia põe a cena conclusiva numa liturgia penitencial, na qual a assembleia reconhece sua participação na morte do Inocente: “Toda a multidão que havia acorrido para o espetáculo, vendo o que havia acontecido, voltou, batendo no peito” (v. 48).

 Nestes dias, a Igreja revê o drama da Paixão e Morte, na liturgia e na devoção. Não pode ser apenas um espetáculo até encenado, mas sem consequência. Por isso, os verdadeiros fiéis ou discípulos batem no peito, após ouvirem a oração de Jesus: “Pai, perdoa-lhes: não sabem o que fazem” (v. 34). Esta oração nos inclui. O perdão desejado é doado do Pai pelo Filho. A misericórdia nos alcança: “A justiça de Deus que opera pela fé em Jesus Cristo” (Rm 3, 22) se manifestou (v. 21).

Na semana santa, o cristianismo revive e atualiza, na pregação e na celebração, o que tem de melhor: Jesus, a misericórdia do Pai. Ele, o ápice do Evangelho, a boa notícia viva da nossa salvação. Ele, o único Redentor.  Atrai todos a si (Jo 12, 32) e estabelece a Igreja como pátria universal do perdão (Jo 20, 23).

Que nossa Igreja diocesana, os que estão perto e os que se sentem distantes, celebre os acontecimentos da redenção e da reconciliação com fervor! Para tanto, desejo a todos uma semana santa bem frutuosa.
                           
Dom Edson de Castro Homem
Bispo Diocesano de Iguatu

Sábado, 19 Março 2016 00:45

VENERÁVEL SÃO JOSÉ

Celebramos o patriarca São José, padroeiro da Diocese de Iguatu e do Ceará, no dia 19 de março. A solene Liturgia se despe da cor roxa do tempo quaresmal para se revestir de branco, sinal de alegria.

A importância de José é conhecida. Deve-se ao fato de ter sido escolhido por Deus Pai para ser seu representante no lar de Nazaré. Assume Maria como esposa e Jesus como seu filho, segundo a lei. Esta altíssima missão esteve a serviço do mistério da Encarnação conforme lhe dissera o Anjo do Senhor: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados (Mt 1,20).

Tendo cuidado e defendido a Sagrada Família em todas as circunstâncias, sobretudo na fuga para o Egito a fim de preservar o Menino Jesus do massacre dos inocentes, é considerado o protetor da Igreja universal. É, igualmente, invocado em favor das famílias, enquanto modelo de pai e de esposo. A fidelidade de sua vida cujo desfecho se dá ao lado de Maria e de Jesus o faz intercessor dos agonizantes e também padroeiro da boa morte. Sua profissão de carpinteiro o torna estimulo e protetor dos trabalhadores que, no dia primeiro de maio, o veneram com o título de São José Operário.

A devoção ao casto esposo da Virgem é muito apreciada pelos fiéis católicos. Haja vista o número de templos erguidos em sua honra e a afluência de devotos no dia de sua festa no mundo. Em nossa diocese, ele é titular da catedral em Iguatu e da paróquia situada em Catarina. Há ainda Capelas ou Comunidades erguidas em sua honra e, portanto, dedicadas ao seu patrocínio.

Além da intercessão, o santo é venerado como exemplo de vida a ser imitado. Sua vinculação ao Cristo é modelar.  Através das virtudes teologais da fé, da caridade e da esperança se somam as virtudes humanas sem as quais a graça divina não frutificaria. Também para São José, aplicam-se as palavras de Paulo: Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós (Fl 3, 17).

Ao celebrarmos São José, admiramos sua fé obediente que ouve, acolhe e faz o que Deus lhe ordena. Fé digna de imitação. Também consideramos o valor apreciável de sua atitude de justiça ou retidão, conforme o elogio que o texto sagrado lhe faz, chamando-o de homem justo (Mt 1,19). Coisa rara. Por isso, bastante apreciável.

Enfim, por ocasião desta solenidade, que celebro pela primeira vez como bispo diocesano, desejo a todos (as), por intercessão do santo padroeiro, as melhores bênçãos divinas, qual chuva copiosa.
                                          
Dom Edson de Castro Homem,
Bispo Diocesano de Iguatu.

Página 11 de 11

Receba Notícias no E-mail

Cadastre seu e-mail e receba informações da Diocese de Iguatu

A Diocese de Iguatu

A Diocese tem uma dimensão territorial de 29 mil quilômetros quadrados, contento neste território 19 municípios, em sua circunscrição. Com uma população existente de 381 mil habitantes, residente em 67 mil domicílios, sendo destes domicílios 19 mil na zona urbana e 48 mil na zona rural.

Facebook

Search